República do Chile
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A história e 3 poemas de Pablo Neruda

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Toda a obra do poeta chileno Pablo Neruda atesta a sua genialidade e sua grande sensibilidade poética, sobretudo quando o assunto é amor.

Com seu nascimento em 12 de Julho de 1904, Pablo Neruda é considerado um dos escritores mais importantes da história da língua castelhada e do mundo, com suas obras escritas no século XX, marcou época e gravou seu nome na história falando sobre emoção, humanismo e lirismo. Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto recebeu seu pseudônimo ainda adolescente e teve influencia de Jan Neruda outro escritor da época.

Um pouco mais sobre sua obra

Lançou seu primeiro livro com apenas 20 anos, isso estampou uma marca de talento e genialidade do escritor, sua primeira obra o ““Crepusculário” (1923)”, uma obra de incríveis poemas repletos de espiritualidade e melancolia, tradicionais da época. Também é autor de “Vinte poemas de amor e uma canção desesperada” (1924), “Residência da Terra” (1933), “España en el corazón” (1937), “Cem sonetos de amor” (1959), , “Memorial de Isla Negra” (1964) e ainda uma autobiografia póstuma: “Confesso que vivi” (1974).

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Uma carreira além dos livros e poemas

Como parte de sua genialidade, Pablo Neruda se dedicou não só apenas as escritas e poemas, mas também, a filmes e diplomacia. Em 1927 foi nomeado cônsul em Rangum, na Birmânia. Já em 1936 durante a Guerra Civil espanhola, Pablo Neruda foi destituido do cargo consular, sendo assim podendo se dedicar a suas outras atividades mesclando a política. Em 1945 foi eleito senador, em uma viagem ao Brasil, leu uma homenagem ao líder comunista Luiís Carlos Prestes no Estádio do Pacaembu para 100 mil pessoas.

Pablo Neruda no Pacaembu

Durante o governo socialista de Salvador Allende, foi designado embaixador da França, mas retornou ao Chile devido à descoberta de um câncer na próstata.

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Nas telinhas, Neruda foi homenageado com sua história contada em “O Carteiro e o Poeta”, de 1994, o filme, conta sua história em Isla Negra no Chile, falando sobre sua trajetória e vida com sua terceira mulher, Matilde, lá em uma ilha, se torna amigo de um carteiro que lhe pede para ensinar a escrever versos e poemas.

Pablo Neruda foi também ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1971 e do Prêmio Lênin da Paz.

Sua data de falecimento foi em 23 de Setembro de 1973, na capital Santiago no Chile por conta do câncer. Existe uma outra versão que conta que Neruda havia sido assassinado em uma clínica com uma injeção letal. Além disso, de sua casa ter sido saqueada depois do golpe militar pelo General Augusto Pinochet e seus livros incendiados.

Um escritor de diversas facetas e formas de falar de amor

Que Pablo Neruda foi genial, isso é incontestável, por isso, separamos alguns dos milhares de poemas que marcam sua história para que você se deleite com a genialidade do escritor chileno, abaixo 3 poemas de Neruda:

Não te quero

“Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.

Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.”

Antes

“Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas.
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.”

Poema 20

“Posso escrever os versos mais tristes esta noite
Escrever por exemplo:
A noite está fria e tiritam, azuis, os astros à distância
Gira o vento da noite pelo céu e canta
Posso escrever os versos mais tristes esta noite
Eu a quis e por vezes ela também me quis
Em noites como esta, apertei-a em meus braços
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito
Ela me quiz e as vezes eu também a queria
Como não ter amado seus grandes olhos fixos ?
Posso escrever os versos mais lindos esta noite
Pensar que não a tenho
Sentir que já a perdi
Ouvir a noite imensa mais profunda sem ela
E cai o verso na alma como orvalho no trigo
Que importa se não pode o meu amor guardá-la ?
A noite está estrelada e ela não está comigo
Isso é tudo
A distância alguém canta. A distância
Minha alma se exaspera por havê-la perdido
Para tê-la mais perto meu olhar a procura
Meu coração procura-a, ela não está comigo
A mesma noite faz brancas as mesmas árvores
Já não somos os mesmos que antes havíamos sido
Já não a quero, é certo
Porém quanto a queria !
A minha voz no vento ia tocar-lhe o ouvido
De outro. será de outro
Como antes de meus beijos
Sua voz, seu corpo claro, seus olhos infinitos
Já não a quero, é certo,
Porém talvez a queira
Ah ! é tão curto o amor, tão demorado o olvido
Porque em noites como esta
Eu a apertei em meus braços,
Minha alma se exaspera por havê-la perdido
Mesmo que seja a última esta dor que me causa
E estes versos os últimos que eu lhe tenha escrito.”

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