República do Chile
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a história do povo Mapuche

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Você é daqueles que quando viaja gosta de conhecer a fundo a história dos lugares? Então saiba sobre a história Mapuche
A história dos índios Mapuche tem sua origem na região centro-sul do Chile e também do sudoeste da Argentina. A maioria do seu povo tem uma habitação concentrada pela Patagônia Chilena, muitos ainda residente na Patagônia Argentina, porém sua concentração maior se encontra no lado Chile. Eles também são conhecidos como araucanos, este foi um nome que ganhou força pela atribuição dos espanhóis na época da conquista de terras na Patagônia, para eles este termo não lhe é atribuido, soa até mesmo pejorativo.

O nome vem da junção de dois termos: “Mapu” que quer dizer terra e “Che” que quer dizer gente, a grande característica do povo Mapuche é sua hospitalidade, você sempre se sentirá em casa quando estiver em meio aos Mapuches, além disso um povo altamente inteligente, esforçado e protetor da natureza.

 

A resistência do Povo Mapuche

O povo Mapuche resistiu com muito êxito ao avanço da colonização espanhola durante a Guerra de Arauco, foram aproximadamente 300 anos de guerra, foi uma guerra prolongada, mas, com diversos graus de intensidade. Posteriormente traria como uma consequência um conflito entre os chilenos e os mapuche que foi conhecido como “Pacificação da Araucanía” e teve por fim no ano de 1810.

 

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Após a independência chilena, os seus territórios foram invadidos por forças militares e suas populações tidas como nativas foram confinadas em reservas indígenas. Devido a diversos processos de desapropriação territorial, uma grande população mapuche hoje vive em periferias urbanas, porém muitos ainda trabalham firme para preservar e manter não só seus vínculos, mas, a tradição do seu povo.

Os conflitos e lutas do povo

Durante a década de 1990, um movimento de luta Mapuche veio a toda, como o povo Mapuche sempre teve forte vontade de reinvindicar seu reconhecimento como povo soberano em direitos, buscou através deste movimento uma luta por igualdade. Foram diversos anos lutanto por igualdade, neste momento, emergiram discursos altamente fundamentados que impulsionaram muito seu reconhecimento. Em 1993 foi aprovada a Lei Indígena 19.253, que originou a Corporación Nacional de Desarrollo Indígena, para implementar políticas destinadas aos povos originários, e o Fondo de Tierras y Aguas Indigenas, com o maior objetivo de obter não apenas propriedades, mas, direitos para as comunidades indígenas mediante a compra de propriedades, a fim de evitar sua expropriação.

Porém, esta lei foi bloqueada pelo Congresso Nacional. Como efeito do bloqueio, isto movimentou uma onda de violências, vandalismos, prisões, protestos e processos que tiveram penas duríssimas. Para se ter uma ideia, em 2013 um ataque incendiário a uma residência resultou na morte de um empresário e sua esposa, neste episódio, diversos índios mapuches foram presos e indiciados pelo ocorrido. Ao final do ano os indiciados tiveram sua sentença suspensa e ainda aguardam julgamento.

 

O pedido de perdão do Governo

Durante a cerimônia de entrega do Plano para Araucania, a presidente em exercício chilena Michelle Bachelet pediu “perdão ao povo mapuche pelos erros e horrores cometidos ou tolerados pelo Estado em sua relação com ele e suas comunidades” durante seu discurso. Para o povo Mapuche isto foi um símbolo do resultado de tantas lutas do passado.

Tais medidas buscam o reconhecimento constitucional do povo Mapuche, além de conter diversas ações de desenvolvimento produtivo e ampliação de ressarcimento para as vítimas de violência durante os atos.

Um ministério de Povos Indígenas foi criado, além de um conselho de Povos Indígenas que oficializou o uso do mapudungún (língua Mapuche) na região de Araucanía, além de, estabelecer o dia 24 de Junho como o Dia Nacional dos Povos Originários.

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